A origem dos testes em animais na indústria cosmética e a urgência de pôr fim a essa prática
Neste artigo, resumimos brevemente como surgiu a exigência de realizar testes em animais para a indústria da beleza e como você, na sua condição de consumidor, tem o poder de ajudar a garantir que essa prática fique definitivamente no passado.
Como tudo começou?
O início da exigência de testar produtos cosméticos em animais remonta ao final da década de 1930 nos Estados Unidos. Tudo começou a partir de um trágico incidente no qual uma mulher perdeu a visão após usar um rímel com ingredientes altamente tóxicos.
Esse caso levou a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA) a criar uma lei federal com o objetivo de que o próprio órgão fosse responsável por supervisionar a segurança dos produtos que seriam comercializados. Infelizmente, esse modelo regulatório foi replicado por diversos órgãos em todo o mundo.
No âmbito dessa lei, uma das principais exigências para os laboratórios de cosméticos era comprovar o nível de toxicidade, irritação ou risco carcinogênico de seus produtos. Para isso, foi instituída a norma de realizar esses testes em animais criados exclusivamente para viver um inferno dentro dos laboratórios.
90 anos depois: A revolução tecnológica
Desde a criação dessa lei até hoje, já se passaram quase 90 anos. Nesse período, a humanidade passou pela maior revolução tecnológica e científica de sua história. Passamos de uma época em que nem sequer imaginávamos a existência de uma televisão moderna para uma em que carregamos computadores superpotentes em nossos bolsos.
Grande parte das matérias-primas básicas e suas combinações utilizadas na indústria cosmética já comprovaram sua segurança há décadas. E, para as novas incorporações, a ciência atual nos oferece métodos surpreendentes: cultura de tecidos celulares (in vitro), bioimpressão 3D, modelos computacionais de alta precisão (in silico) e até mesmo testes seguros em voluntários humanos.
Com todo esse avanço tecnológico e científico, qual seria o sentido de continuar utilizando animais? Nenhum.
O panorama atual na América Latina
Apesar de existirem alternativas éticas, modernas e mais precisas, a transição não ocorreu da mesma forma em todos os lugares.
A boa notícia é que a empatia está ganhando espaço. Até o momento, mais de 45 países proibiram essas práticas, e nossa região é um ótimo exemplo disso: países como Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guatemala, México e Panamá já aprovaram leis em nível federal para acabar com os testes cosméticos em seres vivos.
No entanto, em outros países da América Latina (como Argentina ou Peru) não existem leis que proíbam o uso de animais em experimentos, embora, em ambos os países, estejam sendo promovidos projetos de lei. Infelizmente, algumas marcas continuam optando por esses métodos tradicionais, seja por regulamentações internacionais desatualizadas, seja porque a adoção de novas tecnologias exige um investimento inicial.
Seu poder como consumidor
No âmbito desse enorme avanço tecnológico, contamos com uma ferramenta inestimável: a informação. Hoje temos a possibilidade de pesquisar e descobrir o que exatamente está por trás de cada produto cosmético que usamos diariamente.
Como consumidores, temos o imenso poder de moldar o mercado e exigir que não haja mais sofrimento por trás dos produtos que compramos. Cada compra é um voto a favor do tipo de mundo em que queremos viver.
Como você pode fazer essa mudança ainda hoje? É muito simples: escolhendo cosméticos de marcas que possuam uma certificação oficial. Esse selo independente é a única garantia real de que o produto é verdadeiramente livre de crueldade contra animais, desde a origem de sua matéria-prima até a embalagem final. O fim dessa prática está em nossas mãos! Para dar esse grande passo e transformar seu consumo ainda hoje, convidamos você a conferir a lista de marcas livres de crueldade.
Fonte bibliográfica:
https://www.juliehewettla.com/blogs/blog/what-is-cruelty-free-makeup?srsltid=AfmBOoo5YpshSdqlYkbLGzVMlOoTf-q3c8nQ4E0J0pvsNxlvTV_tT2Yc

